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IQA lança Guia de Segurança para compra online de peças automotivas

Instituto desenvolve Guia para orientar cidadãos, fabricantes, distribuidores e plataformas em transações seguras de autopeças 

O IQA – Instituto da Qualidade Automotiva acaba de lançar um Guia Prático de Segurança na Compra Online de Peças de Reposição, um recurso essencial para mitigar riscos associados à aquisição de autopeças em plataformas digitais. O material aborda a conformidade de produtos e práticas recomendadas para garantir transações seguras e reduzir impactos negativos causados por peças de baixa qualidade e sem certificação. 

O Guia está disponível gratuitamente no site do IQA. Acesse: Link  

O material foi desenvolvido pelo Grupo de Transformação Digital da Comissão Técnica da Qualidade do IQA (CTIQA), que é composta por especialistas de entidades como Anfavea, Abipeças-Sindipeças, montadoras, distribuidores e órgãos reguladores. 

Desenvolvido em parceria com entidades do setor automotivo, órgãos reguladores e especialistas em segurança do consumidor, o Guia responde ao crescimento acelerado do mercado digital de autopeças no Brasil, que enfrenta desafios constantes, como falsificações, falta de certificação compulsória e riscos técnicos que comprometem a segurança veicular. 

Dados da plataforma online OLX revelaram que, apenas em 2023, mais de 91 mil brasileiros foram vítimas de golpes na compra e venda de veículos pela internet, ocasionando prejuízos estimados em R$ 2,7 bilhões. O levantamento completo está disponível no portal E-commerce Brasil: Link

Outro dado relevante divulgado pelo Portal da Autopeça indica que, no primeiro semestre de 2024, as tentativas de fraudes no e-commerce brasileiro cresceram 40% durante o horário comercial, das 12h às 17h59. Além disso, 75% dessas tentativas foram realizadas via dispositivos móveis, o que evidencia a necessidade de reforço em políticas de segurança e conscientização digital. A publicação completa está disponível em: Link 

Entre as lacunas mais importantes verificadas pela Comissão Técnica da Qualidade do IQA (CTIQA), estão a falta de padronização na divulgação de certificações, dificuldades para consumidores verificarem a autenticidade das peças e a presença de produtos não homologados. Também foi constatada a falta de clareza em descrições de anúncios, com peças recondicionadas sendo vendidas sem a requalificação exigida por lei. “O Guia orienta fabricantes, importadores e plataformas online sobre certificações compulsórias e normas de divulgação de produtos, além de fornecer diretrizes claras aos consumidores para a verificação da autenticidade das peças”, explica Guilherme Guelfi, coordenador do Grupo de Trabalho (GT) de Transformação Digital da CTIQA. 

“O material também alerta sobre componentes críticos, como sistemas de direção e combustível, que podem comprometer a segurança veicular, promovendo a conformidade com regulamentos, como a ABNT NBR 16.290:2014. As peças de carro mais falsificadas são componentes do motor, suspensão, freio, transmissão, carroceria, além de pastilhas de freio, filtros de óleo e embreagem.” completou. 

O Guia apresenta três categorias principais de risco: componentes com alto risco de acidentes: amortecedores, bombas elétricas de combustível, terminais e barras de direção, pastilhas de freio; componentes que reduzem a vida útil do veículo: anéis de pistão, bronzinas, pinos e anéis de trava, pistões; e componentes com baixa durabilidade ou que afetam o consumo: lâmpadas automotivas, baterias chumbo-ácido, buzinas, conversores catalíticos. 

A equipe responsável pelo guia, liderada pelo Grupo de Transformação Digital da CTIQA, contou com a colaboração de especialistas da Anfavea, Sindipeças, Inmetro, montadoras e distribuidores, dedicando aproximadamente nove meses ao projeto. Foram realizadas reuniões com as principais plataformas de e-commerce para validar informações e identificar falhas como a falta de padronização na certificação e a proliferação de peças automotivas não homologadas no mercado digital. 

De acordo com Alexandre Xavier, superintendente do IQA, as plataformas online deveriam exigir a comprovação da certificação compulsória dos produtos sempre que aplicável, incluindo o número de registro do Inmetro nos anúncios, removendo produtos que representem riscos físicos ou ambientais e coibindo falsificações. Também seria essencial disponibilizar canais claros para denúncias e promover campanhas educativas com um selo de qualidade do produto. A certificação IQA de vendedores de autopeças é outra iniciativa muito desejável. “Órgãos reguladores e de vigilância de mercado podem contribuir com a implementação das diretrizes do Guia por meio de fiscalização, atualização de normas técnicas e parcerias com o IQA para ampliação da disseminação do material e outras iniciativas de conscientização”, comenta o superintendente do Instituto da Qualidade Automotiva.

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